UNITA - ANGOLA
Na verdade Jonas Malheiro Savimbi é, pelo seu pensamento e acção, um inextinguível Inspirador para, as presentes e futuras gerações, de patriotas Angolanos.
Com a sua luta os angolanos conquistaram o direito de serem homens livres e decidirem o seu próprio destino. Por isso, hoje, lutam para implantar em Angola as autarquias locais, como a alavanca para a consolidação da Democracia Participativa e do Desenvolvimento Inclusivo.
Excelentíssimos Senhores Vice-Presidentes,
Excelentíssimos Senhores Secretário-Geral e Secretário-Geral Adjunto,
Prezados Membros do Comité Permanente e da Comissão Política,
Estimada Presidente da Comissão Organizadora do Congresso,
Membros da Comissão Organizadora do IV Congresso da LIMA,
Mui Estimadas Delegadas ao IV Congresso da LIMA,
Estimadas Candidatas,
Estimados convidados que nos honram com a sua presença ou acompanhamento nesse evento,
Senhores Jornalistas,
Minhas Senhoras e
Meus Senhores

A regular consulta às bases para sufragar os programas e os mandatos é condição respeitada pelas organizações que optam pela vivência em democracia.

Estamos hoje, uma vez mais, a celebrar a democracia interna no nosso partido, que é pioneiro do respeito a este princípio, em Angola. Abraçamos também, com coragem, que a mudança das lideranças fosse sempre por via de eleições com múltiplas candidaturas e com o rigoroso respeito pelos prazos dos mandatos. Este o exemplo com que gostaríamos de contagiar as lideranças das instituições do nosso país, especialmente aquelas que com maior responsabilidade ocupam as funções de governação. É o que acontecerá no decurso dos trabalhos deste Congresso, da Liga da Mulher Angolana – a nossa LIMA, o braço feminino da UNITA.

Este congresso tem como Lema: Patriotismo, Unidade e Integridade. Acabámos de celebrar a quadra dedicada ao Presidente Fundador, com o Lema: Patriotismo, Unidade Nacional e Desenvolvimento Inclusivo. Os lemas funcionam como chamadas à actualidade de valores e de objectivos caídos em desuso no nosso país e que inspiraram as gerações que lutaram pela Independência Nacional. Vivemos tempos em que há falta de Patriotismo, os interesses partidários sobrepõem-se aos interesses da Nação e há cada vez mais exclusão social.

Com este Congresso assistiremos ao reforço estrutural da LIMA, de modo a adequá-la aos desafios cruciais da actualidade e aos que se avizinham. Unidade e coesão constituem o lema que deve conduzir todas as mamãs na LIMA em particular, e todos os membros da UNITA em geral.

O IV Congresso da LIMA, convocado para Abril do presente ano, foi em concertação com a Comissão Organizadora e as Candidatas, por nós adiado, em função da Pandemia do Covid 19. Decorridos quatro meses desde que no nosso país foi declarado o Estado de Emergência, seguido posteriormente pelo actual Estado de Calamidade, entendemos todos da necessidade de encontrarmos um modo de conviver com esta pandemia, respeitando escrupulosamente as normas de segurança sanitária, defendendo a vida, os empregos, a estabilidade das empresas e das famílias, o funcionamento das instituições, a realização do país e o não adiamento dos fundamentais compromissos estratégicos.

Este é o posicionamento dos países que experimentaram o desafio da Covid, antes de nós. Este deve ser o posicionamento de quem governe com responsabilidade e com visão do futuro.

Entendemos então, mais uma vez em consenso com a LIMA, retomar o agendamento do IV Congresso, respeitando as normas sanitárias, deitando mão às plataformas de comunicação, que ligam a plateia e as delegadas desta sala às restantes delegadas que nos acompanham nas diferentes regiões do nosso país.

Tivemos o cuidado de atempadamente informarmos as instituições competentes, para que tudo decorresse dentro do rigoroso respeito às normas sanitárias.

Estamos diante de constrangimentos que fazem com que este anfiteatro não se revista hoje de uma imagem mais majestosa e festiva como as que tivemos noutras jornadas. As restrições impostas pela pandemia da Covid-19 são responsáveis por essa menor exuberância.

Também, um infausto acidente, ocorrido na manhã de ontem em Mukonda, na Lunda Sul, marcou-nos duramente, onde perdemos a Presidente da LIMA do Luau, o filho de 3 meses da Presidente da LIMA do Luacano e ferimentos em mais duas Delegadas. A dedicação e entrega às causas nacionais têm, por vezes, elevados custos. O nosso respeito.

Às Delegadas desejamos coragem nos trabalhos, para que a LIMA possa alcançar, neste fórum, as metas e objectivos indispensáveis para o pretendido salto em frente. E o desafio nacional mais imediato é seguramente o de nos prepararmos para enfrentar as Eleições Autárquicas, fazendo-o quanto antes, não importa as manobras e o contorcionismo que o Governo e o partido que o suporta, estejam a fazer com o claro propósito de atirar o sufrágio, como se diz, para as calendas gregas.

Não somos ingénuos ao ponto de presumir que o atraso que está a verificar-se em relação à implementação das autarquias no país, resulte simplesmente dos impedimentos que a pandemia da Covid-19 nos impõe. Na verdade, estamos a ser vítimas de um processo de atraso deliberado que se acoberta e justifica na pandemia para que as eleições não tenham lugar no devido tempo. Afigura-se também muito preocupante a condição de refém e de culpada instrumental, em que se encontra a Assembleia Nacional, continuamente impedida de agendar a Proposta de Lei da Institucionalização das Autarquias Locais. A negação da realização da vontade dos angolanos vai directa aos titulares dos Órgãos de soberania, Presidente da República e Assembleia Nacional, que deste modo não realizam o interesse nacional, retardando com elevados danos a solução para a já de si desastrosa situação social e económica do nosso país.

A Proposta de Lei da Institucionalização das Autarquias Locais está pronta a ser votada desde 2018. Não foi agendada e votada durante o ano legislativo de 2018 – 2019. O ano legislativo de 2019 – 2020, termina este mês e pelo segundo ano consecutivo, não foi agendada, para salvaguardar interesses do partido de regime e das suas lideranças. Cada mês e cada ano de atraso, comportam mais pobreza, mais corrupção, menos legitimidade, garantem menos transparência nas eleições e certamente por tudo isso as absurdas opções dos que governam o país!

Ouvimos esta semana tentativas vãs de enganar o povo, dizendo que os países que realizaram eleições em período de pandemia tiveram problemas! Nada mais falso.

Como resposta, a Presidência da República de Cabo Verde tornou público um comunicado, onde convoca as oitavas eleições autárquicas, para o dia 25de Outubro deste ano, depois de ter auscultado os partidos políticos e a sociedade civil. Trinta anos de avanço, com autarquias em todos os municípios, com níveis de desenvolvimento e de dignidade para as suas populações, porque foram patriotas, optaram pela salvaguarda do interesse nacional, recusaram as agendas partidárias e recusaram o gradualismo. Está na hora de o Presidente João Lourenço seguir estes bons exemplos de democracia e de respeito pelo povo angolano.

Este país não pode continuar a ser, persistente e infinitamente, adiado por um conjunto restrito de indivíduos, que se constituíram em castas dominantes. Cidadãos de diversos quadrantes e não somente militantes da UNITA, pedem-nos para não cruzar os braços e nós não o faremos. Está em causa o nosso futuro. O futuro de um portentoso país africano que tem tudo para dar certo e ombrear com os maiores no concerto mundial.

A LIMA pode e deve contribuir com ideias exequíveis, sobretudo no capítulo do desenvolvimento social e humano, e até do crescimento económico. Ideias que projectem um desenvolvimento socioeconómico mais equilibrado e mais ajustado ao género. Acreditamos que também nestas matérias a LIMA está em condições de projectar exemplos positivos para a sociedade, estimulando uma mentalidade mais proactiva.

Aproveitamos esta plataforma para desafiar as Mulheres a apresentarem as suas candidaturas às Autarquias Locais.

A UNITA não tem uma visão misógina das questões de governação, discriminando as mulheres ou atribuindo-lhes papéis menores, por acharmos que elas não estejam à altura de competir com os homens em certas tarefas e funções. Pelo contrário, achamos mesmo que, em certas matérias, elas têm maior sensibilidade e valências, e por isso podem garantir níveis maiores de eficácia e eficiência.

Já o afirmamos em ocasiões anteriores e reiteramos neste momento, que partilhamos da visão descomplexada e moderna de que as mulheres estão em condições de abordar com mais eficácia problemáticas como as do combate à pobreza e à fome que ainda atingem terrivelmente este país. Têm outro olhar – e por certo também soluções – para os temas da saúde e da educação; da contenção da violência doméstica; dos cuidados a ter com as gerações mais novas e na definição das políticas para a criança; o tratamento das minorias – quaisquer que elas sejam – baseado em políticas de inclusão e equidade social. As populações khoi sun do Sul de Angola, ou mesmo os hereros, para dar apenas estes exemplos, nunca seriam deixadas à margem da sociedade e do desenvolvimento, sob pretexto da identidade cultural.

Vejamos o autêntico milagre operado pelas mulheres olhando para a forma como têm governado os seus lares: com parcimónia nos gastos, buscando sempre o melhor, mesmo em condições de escassez de recursos materiais e financeiros.

A LIMA tem uma tradição e um historial de eficiência nas várias fases das lutas, pelos valores que tem abraçado! Esse espírito de eficiência foi sobejamente demonstrado durante os anos de luta pela liberdade e democracia. Vimos isso na forma abnegada como as mulheres se entregavam ao cumprimento do dever nas frentes; na atenção e no cuidado reservados aos feridos e enfermos; no zelo depositado nas tarefas de ensino e educação nas escolas das antigas Terras Livres, educando com qualidade gerações de jovens que hoje adultos, muito nos orgulham.

As pessoas lembram-se que militantes de várias gerações da nossa organização saíram do analfabetismo e aprenderam a ler graças ao esmero e dedicação de inúmeras professoras, algumas aqui presentes. Cremos que este espírito está vivo e pode reassumir um novo dinamismo nestes tempos em que todos vemos que o analfabetismo volta a constituir motivo de preocupação na sociedade angolana. Estão a derrapar novamente as políticas e programas do governo virados para a alfabetização das nossas populações, seja nas aldeias como nas periferias das grandes cidades.

De resto, fenómenos como o analfabetismo e a fraca escolarização estão geralmente associados aos elevados índices de pobreza existentes no país, não obstante a propaganda governamental insistir em dizer-nos o contrário. As estatísticas mais recentes e fiáveis estimam que há em Angola 10 milhões de indivíduos adultos analfabetos; o país tem a 37ª taxa de escolarização mais baixa do mundo; 22% das crianças estão fora da Escola, enquanto 48% de alunos matriculados no ensino primário não o completam.

Por isso, eis aqui um quadro dramático que também deve constituir um desafio para a UNITA ter em conta. Aliás, esta é a vocação primária do seu braço feminino, a LIMA. Está na sua gênese e é seu papel social lidar com as populações mais carenciadas e vulneráveis.

Vasta percentagem das nossas populações vivem efectivamente em extrema pobreza. Voltamos a constatar isso nos últimos dias, durante o périplo que efectuámos, no quadro das cerimónias de homenagem ao líder fundador do nosso Partido, Dr. Jonas Savimbi.

Reencontramos os “Jovens Unidos e Solidários”, que depois da nossa denúncia pública desapareceram dos noticiários das televisões, mas continuam em campanha ilegal ao serviço da imagem do senhor Presidente da República, distribuindo bens com origem em fundos desviados do estado. Estamos a falar de uma matéria que consubstancia corrupção económica e corrupção eleitoral.

No fundo, João Lourenço adopta os mesmos modelos de adulação e exaltação da sua imagem, um grosseiro culto de personalidade, usando os mesmos métodos do seu antecessor, que ele tanto critica! E, por incrível que pareça, assiste-se a todo este espectáculo, incompatível com os pressupostos de uma sociedade democrática, sem que nenhuma instituição, com competência para fiscalizar aspectos lesivos à probidade pública, venha a terreno dizer basta! Aqui a PGR está num completo mutismo e autismo. E ainda dizem-nos que há uma nova era de combate aos actos de corrupção!

Também é hora de respeitar a soberania das instituições de Justiça, dar respeitabilidade aos seus profissionais e deixar de atentar contra o Direito. As ordens superiores continuam a colocar uma nódoa no bom nome das instituições de check and balance, destinadas a garantir o equilíbrio e o bom funcionamento do Estado Democrático e de Direito.

Prezadas Mamãs!
Avaliamos com bastante apreço o empenhado esforço em alcançar patamares mais modernos e buscar novos conhecimentos. A história da UNITA e o ideário defendido desde Muangai exigem que assim seja. Além de um legado constituído por valores e sólidos princípios, as gerações de futuros membros da LIMA herdam também uma organização estruturada de acordo com padrões modernos.

Esta é, pois, hora de arregaçarmos as mangas. Estamos persuadidos que este Congresso da LIMA será um bom laboratório de preparação do futuro, de cada vez maior proximidade com as questões ligadas ao desenvolvimento das comunidades locais.

Parte substantiva do desafio das autárquicas terá como palco as regiões do interior, onde pequenas vilas e aldeias que ao longo dos anos de paz no país não conheceram uma intervenção eficaz do governo. Pelo que as suas populações estão na verdade excluídas do desenvolvimento e vegetam na pobreza e miséria -- algo que não é apenas material e afecta igualmente a alma destes nossos concidadãos. É ali requerida a nossa presença e desempenho.
Queridas líderes e companheiras,

Mamãs da LIMA aqui presentes:
Precisamos assegurar que temos uma mensagem de esperança em dias melhores para essa enorme franja da população. Garantir-lhes que temos políticas exequíveis para livrá-las do círculo vicioso da miséria em que foram jogadas por um regime insensível, corrupto e inepto a usar os recursos do Estado, desbaratando as enormes riquezas do País.

Não devemos perder de vista que o palco original da luta empreendida pela UNITA foram as aldeias de Angola. Foi lá que tudo começou e nelas, durante muitos anos, o nosso Partido estruturou-se e criou alicerces para chegar ao patamar em que está hoje.

O desafio das autarquias constitui uma excelente oportunidade para erguermos essa bandeira e demonstrarmos que não nos conformamos, tão-pouco estamos resignados, com o abandono e esquecimento a que as aldeias angolanas foram votadas pelas autoridades governamentais. E muitos dos seus habitantes de ontem constituem a enorme franja dos trabalhadores informais que habitam as periferias das grandes cidades de hoje! Qual laboratório onde a LIMA é especialista!

Estes aspectos devem ser incluídos entre os desafios da LIMA em particular e de todo o Partido em geral, assumindo-os firmemente como uma responsabilidade indeclinável dos seus programas, sobretudo em relação à concepção de políticas que visem corrigir a exclusão sócioeconómica no nosso País.

Como dizia o nosso inesquecível Presidente fundador, Dr. Jonas Savimbi, “Se o povo vos pedir água, dêem água; se vos pedir luz, dêem luz!”
Com estas palavras às Delegadas desejo sucessos nos trabalhos e Declaro Aberto o IV Congresso Ordinário da Liga da Mulher Angolana.

Viva a LIMA
Viva a UNITA
Viva ANGOLA

Adalberto Costa Júnior
Presidente da UNITA
Em destaque
20/07/2020
14/07/2020
Completam-se hoje, dia 18 de Julho de 2020, 50 anos desde que tombou, heroicamente, em combate, o Patrono da JURA, David Jonatão Chingunji, mais conhecido por “Samwimbila”.
Estamos em sede do debate na Generalidade do OGE. A Constituição da República de Angola refere que compete à Assembleia Nacional aprovar o Orçamento Geral do Estado e fiscalizar a Conta Geral do Estado.
Centro Orfanato “Não Há Órfãos em Deus”, estabelecido em Luanda, é um lar de acolhimento de crianças, principalmente órfãos, que passam por necessidades sociais de várias índoles, com o fim de acolhê-las e garantir um futuro brilhante para elas.
O quadro epidemiológico nacional registou, nas últimas 24 horas, um aumento de 61 casos positivos, dois mortos e 34 pacientes recuperados, noticiou a Angop na sua edição desta terça-feira, 26 de Agosto de 2020.
A Comissão Instaladora do Projecto Político PRA-JA Servir Angola foi notificada, a 20 deste mês, pelo Tribunal Constitucional para remeter o processo o recurso extraordinário àquela instância judicial no prazo de 5 dias, que termina hoje, 25 de Agosto de 2020, na sequência do terceiro indeferimento do TC para a legalização do projecto em Partido.
Uma Jovem de 24 anos de idade, foi assassinada, na madrugada deste
Domingo, 16 de Agosto de 2020, na sequência de três esfaqueamentos
protagonizados pelo suposto namorado, que não aceitou o fim do
relacionamento, no Município de Viana, distrito do Zango.
O presidente da Associação Angolana Mãos Livres, Salvador Freire, e o politólogo angolano Olívio Nkilumbo consideraram esta quarta-feira, 19 de Agosto de 2020, que a nomeação da filha do Presidente da República para um cargo público “fragiliza as ações de combate à corrupção e nepotismo”.
Angola voltou a registar mais duas mortes por Covid-19, aumentando para 92 óbitos, 49 novos casos positivos e 31 recuperados, nas últimas 24 horas, informou o secretário de Estado para a Saúde Pública Franco Mufinda, noticiou o Jornal de Angola, na sua edição desta quinta-feira, 20 de Agosto do ano corrente.
Eco do Partido
Campo do militante
O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, trabalhou esta quarta-feira 26 de Julho de 2017, na capital do Bengo, Caxito, tendo discursado para as populações locais.
“A Importância ou não da cerca sanitária em Luanda” foi o tema do Debate da manhã deste sábado, 22 de Agosto de 2020, na Rádio Despertar, em que os convidados consideraram não continuarem válidas as razões que estiveram na base da criação da cerca sanitária à Província de Luanda.
Intolerância
Palavra do Presidente
Presidente da UNITA acusou esta quinta-feira, 27 de Agosto de 2020, em Luanda, o governo angolano de restringir o combate à COVID-19 às Instituições do Estado, e clínicas com proximidade ao poder angolano, e responsabilizou o Executivo de Angola pelo elevado número de morte nos hospitais.

“O COVID-19 é uma ameaça para todos e o combate ao mesmo deve envolver-nos a todos. Devo manifestar uma preocupação, que tem a ver com o facto de que hoje a apreciação que nos fica é que o ministério da saúde e o governo restringiram o combate ao Covid praticamente as Instituições do Estado, bem como a uma clínica privada”, afirmou Adalberto Costa Júnior.

O Líder da UNITA denunciou também existência de restrições no levantamento de testes da COVID-19 nas alfândegas, e defendeu a inclusão das Instituições de todas as forças públicas e privadas da sociedade para uma melhor resposta ao combate Covid-19 no país.

“Todos nós sabemos que uma mobilização mais abrangente de disponibilidades públicas e privadas responderia melhor a tão grande desafio nacional. E, também é com grande preocupação que nos chegam algumas denúncias de dificuldades extraordinárias de levantamento de medicamentos e inclusive de testes que estão nas alfândegas”, prosseguiu o líder da UNITA.

Durante sua intervenção a Comunicação Social, Adalberto Costa Júnior apontou haver uma postura de negligência do Estado angolano a outras doenças, o que segundo o responsável, têm elevado o número de casos e mortes.

“Quando nós sabemos que não há capacidade de testagem em massa em todo o espaço nacional, e quando sabemos que também há algumas disponibilidades que se podem juntar a este esforço do governo, não entendemos estas restrições, e estas dificuldades que não atingem apenas a questão do combate ao Covid. Elevado número de mortes que afectam doentes de outro tipo de problemas, como VIH/SIDA, Tuberculose que está com muitos casos, a própria Malária, e é difícil entender que se coloca dificuldades no levantamento de medicamentos nas alfândegas”.

Para o Presidente da UNITA, “As organizações profissionais têm vindo a público denunciar estas dificuldades, o elevado número de mortes, nomeadamente o HIV/SIDA. Então, estas questões não deviam ocorrer, e nós não podemos, por exemplo, no caso do Covid, restringir quem tem capacidade financeira”, assegurou.

“Os testes estão a um preço impossível de ser alcançado, por instituições privadas e com dificuldades financeira. E, portanto, aqui o governo deve colocar uma mão urgente, que deve oferecer oportunidade a todos de terem acesso a saúde, e deve reconhecer que tem dificuldades, e deve abrir, e não permitir que hajam clínicas com proximidade a determinado espaço com o poder que operam, outras são limitadas nessa operação”, realçou Adalberto Consta Júnior.

“Portanto, não estamos de acordo com isto, e continuamos a dizer que devemos ser todos solidários neste combate, mas a solidariedade não significa silenciar circunstâncias de agressão ao interesse público”, disse o responsável do maior partido na oposição angolana.
grupo parlamentar 
O Grupo Parlamentar da UNITA assegurou esta quarta-feira, 26 de Agosto de 2020 em Conferência de Imprensa, em Luanda, que a Assembleia Nacional cumpriu com o seu papel no ano legislativo 2019/2020, Segundo explicações do seu presidente Liberty Chiyaka, que presidiu o encontro de balanço do ano parlamentar findo.

“De uma forma geral, a Assembleia Nacional cumpriu, no essencial, essa função, mas importa dizer que não basta a Assembleia Nacional aprovar leis, não basta o deputado aprovar leis. Mais importante que aprovar leis é olhar para a natureza das leis que aprovamos durante a sessão legislativa”.

“Do ponto de vista político, nós entendemos que o principal constrangimento para o bom funcionamento da Assembleia Nacional é falta de vontade político-patriótica da maioria parlamentar: estamos a falar do partido que sustenta o governo. Em 2020, Angola falhou o seu principal compromisso: realizar as autarquias, institucionalizar as autarquias”, disse.

“Não se pode aceitar, não se pode compreender, só se pode explicar que é por falta de vontade patriótica, o facto de a Assembleia Nacional não ter votado a Lei sobre a Institucionalização das Autarquias Locais”, acrescentou o responsável.

Liberty Chiyaka defendeu a necedade da institucionalização das autarquias locais no país.

“São vários exemplos de Estados que, estando a viver a situação de crise, como Angola também vive, vão realizar autarquias. Alguns já realizaram. Cabo Verde terá em Outubro eleições autárquicas, com condições mais difíceis do que aquelas que Angola enfrenta actualmente”, prosseguiu.

O Responsável Parlamentar defende que Angola siga os exemplos dos países que mesmo em plena situação da pandemia têm cumprido com os compromissos políticos dos seus países.

“Primeiro, têm mais casos de COVID e, do ponto de vista de condições económico-financeiras, Cabo Verde não tem as condições que nós temos, mas os governantes assumiram um compromisso patriótico de realizar a cidadania em primeiro lugar, colocando os interesses partidários em segundo plano”, avançou.

Na ocasião, Liberty Chiyaka reprovou a cerca sanitária a que a capital do país continua submetida, indicou que tal facto deixa a província a ser a mais ressentida ponto de vista de dificuldades sociais.

“Angola, sobretudo a província de Luanda, vive uma situação de transmissão comunitária. Luanda é a mais assolada, mas também devemos dizer aqui que, do ponto de vista de dificuldades sociais e económicas, é a que mais está a ressentir esta situação. O nível de pobreza cresceu, o nível de criminalidade também cresceu. Por isso, nós queremos apelar ao governo para repensar o modelo de gestão da COVID-19. Não podemos continuar com cerca sob a cidade de Luanda, pelo facto de dados terem provado que a cerca sanitária criou mais danos à nossa economia e às famílias do que uma situação de relativa abertura da circulação”.

L.i.m.a - actividades
Helena Bonguela Abel venceu neste Sábado, 08 de Agosto de 2020, a eleição do IV Congresso da LIMA com 61, 36%, correspondentes 368, superando as suas duas concorrentes Manuela dos Prazeres de Kazoto, a segunda mais votada com 208 votos, equivalentes a 33, 76%, e Domingas Jungulu José que ficou na terceira posição com 30 votos correspondendo a 4, 87%.

O Conclave ocorreu em 8 Regiões, por sistema de videoconferências devido as restrições impostas pelas medidas de combate a COVID-19.

Entretanto, os resultados da eleição deixaram insatisfeita a Candidata Manuela dos Prazeres, que contestou os resultados do pleito, após a divulgação final.

“A UNITA é a promotora da Democracia em Angola e devemos ser de facto o espelho e a escola da Democracia. Dito isso, eu, senhor Presidente e membros da Direcção, do fundo do meu coração, enquanto militante, eu não gostaria de pactuar com vícios, e por essa razão, queiram desculpar-me, eu não estou de acordo com o resultado deste Congresso”, disparou.

Em resposta, a Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, Amélia Judith, refutou a contestação apresentada pela Candidata Manuela dos Prazeres, afirmando que, em nenhum momento recebeu alguma reclamação.

“Enquanto Presidente da Comissão Eleitoral do IV Congresso da LIMA, em nenhum momento recebemos alguma reclamação da Candidata Manuela dos Prazeres, e para complementar eu tenho as actas sínteses do país, se o Presidente Permitir, eu vou ler acta por acta. Para dizer que eu não recebi, se recebesse nós teríamos agido”, defendeu-se Amélia Judith Ernesto.

O Congresso da Organização Feminina da UNITA, a LIMA – Liga da Mulher Angolana, ocorreu nos dias 7 e 8 de Agosto de 2020, em 8 Províncias de Angola. A Região Sul, reunida na província da Huíla, com as Províncias do Cunene, da Huíla e Namibe; a 2ª Região Centro 1, reunida no Bié, com as Províncias do Kuando Kubango, do Bié e do Huambo; a 3ª Região é a Centro 2 reunida em Benguela, com as Províncias de Benguela e do Kwanza-Sul.

A 4ª Região correspondeu a Região Leste e albergou as Delegadas na Lunda Sul, da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico; a 5ª Região representou a Região Norte, e acolheu-se na Província do Uíge, com Delegadas da Província do Zaires, Uíge e Malange e com algumas dos municípios do Kwanza-Norte que não podiam se deslocar para a Lunda-Sul, devido as restrições à COVID.

A 6ª Região foi a região do Kwanza-Norte, que tem o Município em cerca sanitária, realizando o Congresso de forma isolada, a 7ª Região igualmente isolada, foi a Região de Cabinda, por questões geográficas, e a 8ª Região foi a Região de Luanda que reuniu-se com a Província do Bengo.


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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2020