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UNITA exige afixação imediata dos cadernos eleitorais em todos os Municípios

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O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior repudiou esta terça-feira, 3 de Maio de 2022, em Luanda, exigiu a afixação dos cadernos eleitorais em todos os municípios do país, tal como o exige a Lei, considerando por outro lado o número dos cidadãos registados ser absolutamente anormal comparado a dos pleitos anteriores.

Na ocasião, Adalberto Costa Júnior repudou também os sucessivos e abusivos uso dos tribunais e da justiça, bem como o tratamento diferencial desproporcional dos órgãos de comunicação social públicos sobre os partidos na oposição em favorecimento do partido no poder.

O líder da UNITA falava na abertura da II Reunião Ordinária da UNITA, que decorreu no Complexo Sovsmo em Viana, que tinha como objectivo tratar da situação do partido, e da actual situação do país, com incidência para o processo de preparação das próximas eleições.


“Destaco, nomeadamente, os sucessivos e abusivos uso dos tribunais, e da justiça como interferência na vida dos partidos políticos, reduzindo a competência salutar dos partidos políticos. Algo que foi abusiva e massivamente utilizado”.

“A questão relativa à Comunicação e ao tratamento da imprensa. Vivemos tempos de verdadeiros escândalos da censura e da falta de acesso igual à informação; tratamento igual à informação, tudo questões que a nossa Constituição garante de forma absoluta” realçou Adalberto Costa Júnior.

“E, como exemplo, eu deixo aqui, para análise de todos nós, do cidadão, das instituições, dos directores da comunicação o que aconteceu, por exemplo, no fim-de-semana, no último sábado (30.04.2022). No último sábado, o país acompanhou actos de alguns partidos políticos, nomeadamente da UNITA”.

“À noite, os órgãos de comunicação públicos, a UNITA não teve nenhum acto, nenhuma imagem, nem único segundo mostrou ao país o acto que desenvolvemos no Benfica e o acto que desenvolvemos no Cacuaco; que reuniu e movimentou milhares e milhares de cidadãos, mas que foram censurados, excluídos, retirados dos conteúdos, e nós gostaríamos de saber por quê”, exigiu o Presidente do segundo Partido mais representado no parlamento angolano.

“Porque é que se está a abordar o processo de aproximação às eleições num ambiente de completa vialação às leis, de absoluta inexistência de garantias de tratamento igual e de respeito à Constituição? Preocupa-nos Bastante”, disse Adalberto Costa Júnior.

“Ouvimos todos há poucos dias o senhor ministro a anunciar um número de 14 milhões de angolanos recenseados. A tomarmos como referência, o número de cidadãos eleitores dos processos eleitorais em 2008, e a diferença do crescimento de 2008 para 2012, o número de cidadãos eleitores em 2012, e o processo de crescimento para 2017.

Então, nós estamos com um número absolutamente anormal, porque nós teríamos crescido 50 por cento do número de cidadão”, sublinhou o responsável da UNITA, para quem, “é exactamente por causa disto que, o MAT deve cumprir a Lei e a CNE, fazendo a imediata afixação das listas dos cidadãos que procederam o seu registo em todo os municípios do país, como manda a Lei, o que não se fez até o Presente”.

“As instituições estão a violar a Lei, e nós não podemos aceitar ser conduzidos para as eleições, de qualquer forma de qualquer maneira”, para o Presidente da UNITA, “não podemos, com a responsabilidade que temos, deixar andar um processo deste género, deste tipo. É urgentíssimo que a afixação das listas dos cidadãos se faça nos municípios”, disse o Líder da UNITA.

“Porque, foi um procedimento habitual nas últimas eleições, todas elas, a deslocalização dos cidadãos. Houve muito cidadão do Uíge que apareceu no Cunene, cidadão de Luanda que apareceu no Cunene ou em Malanje; cidadãos completamente impossibilitados de votar. Porque, quando chegado o dia das eleições verificado os seus nomes não constavam nos cadernos e dos locais q que se viu registado”, sublinhou o Presidente da UNITA.
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