UNITA - ANGOLA
Fonte :
UNITAANGOLA
UNITA não vai desistir de reivindicar vitória nas eleições de 24 de Agosto
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A posição foi manifestada pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, na abertura II Reunião da Comissão Política da organização política, realizada na semana transacta (18 e 19 de Novembro), em Luanda, numa reunião em que a maior força política na oposição angolana fez o balanço da participação da força política nas eleições de 24 de Agosto, bem como analisou a situação interna da organização política e asituação actual do país.

“Desta vez nós sentimos mais do que antes, indiscutivelmente, que os angolanos votaram naqueles programas que podiam realizar o seu sonho e a sua dignidade e, votaram massivamente. Houve deslocação histórica ou emocional partidária nestas eleições. É indiscutível e tivemos um diferendo eleitoral que tivemos, tivemos o contencioso eleitoral que tivemos, mas as instituições partidárias decidiram atribuir um vencedor, que nós não estamos de acordo”.

“Temos as provas, eu não disse que tínhamos as provas, temos as provas e continuamos a ter as provas. E a nossa África, através do nosso acto, a nossa Angola, repetiu mais uma vez um roubo da vontade popular. Quero dizer que nós tínhamo-nospreparado para contornar. Não tivemos o tempo todo, mas não vamos desistir da maneira nenhuma”, disse o líder da UNITA, defendendo que o seu partido vai trabalhar com afinco para a realização das Eleições autárquicas no país em 2023.

“Actualizamos o nosso programa estratégico que vai ser o referente dos nossos actos neste ciclo que agora se inicia. Vou repeti-lo, internamente, mas não tenho problema nenhum em repeti-lo para o país, que tem pelo caminho referentes estratégicos essenciais, as nossas autarquias locais.Nós não nos vamos cansar de trabalhar para a realização das autarquias, não vamos não.

Para o responsável, “nós não temos condições de arrumarmos devidamente o país que temos, de correspondermos a esperança de empregabilidade, de desenvolvimento, de segurança, de educação, de energia, de boa estrada, se não tivermos os municípios com legitimidade do cidadãoeleger os seus dirigentes. Este é um governo autónomo e complementar que assusta os regimes ditatoriais, assusta os regimes que não respeitam a democracia. As autarquias devem ser realizadas e devem ser realizadas em 2023. Não é uma promessa minha não”.

Sobre o excedente nos preços do Petróleo que Angola regista, o líder da UNITA disse que, “O diferencial entre o preço que está no orçamento geral do Estado, e o preço de venda permite a acumulação de milhares de milhões de dólares ao nosso governo, ao nosso Tesouro, e estes milhares de milhões ou estes milhões de dólares acumulados não estão visíveis no orçamento e têm que estar visíveis nas prestações de contas do nosso governo. Não foi feito nenhum orçamento retificativo como deveria fazer qualquer governo sério e transparente e os especialistas falam em cerca de onze mil milhões de dólares! É muito dinheiro”.

“Angola passou ao lado de uma oportunidade de desenvolvimento com o boom petrolífero que teve no início do ano 2000, e hoje nós estamos a pedir e vamos exigir e fiscalizar que não passemos de novo ao lado desta estra extraordinária condição de investirmos em infraestruturas, de investirmos em bens e serviços que sirvam efetivamente os angolanos todos, e não em ordens de saque contínuos, em contratação simplificada contínua, que leva a desperdícios extraordinários e a perda de oportunidades de podermos garantir maior segurança às gerações vindouras”, disse Adalberto Costa Júnior que, na ocasião, apresentou os desafios da actual governação e da presente legislatura.

“E eu vou terminar para dizer que os desafios do mandato são muito grandes, mas nós devemos fazer tudo para no final termos de facto uma Angola mais democrática, uma Angola com o poder local realizado, um poder local verdadeiro, uma Angola com as reformas incontornáveis e necessárias para permitir o desenvolvimento”.

“Não é possível termos desenvolvimento sem as liberdades. Não é possível termos o desenvolvimento sem as democracias. Não é possível termos o desenvolvimento sem o Estado de direito. Não é possível termos o desenvolvimento com um Estado partidário, com as instituições partidárias a prevalecer”, afirmou o responsável partidário.

“Não é possível ter desenvolvimento com alteração das prioridades, com os partidos sobrepostos ao país não é possível. E eu estou convencido que para realizar estas reformas é preciso vocação, vontade política, sacrifício e entrega. Mas nós vamos fazer tudo para ajudar quem se encontra na governação a ir de encontro às esperanças e as expectativas do nosso povo”, disse Adalberto Costa Júnior.

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Sabado, 26 de Novembro de 2022